domingo, 23 de outubro de 2011

ácido

Ácido

Deixa eu aliviar minha acidez um pouco.

Sabe, eu sou um cara reservado, leia tímido, e sempre fico na minha, as vezes dou aquela desculpa que eu to ruim pra não sair, e digo pra mim mesmo, não gosto de lugar barulhentos.

Mentira, é medo mesmo de ter que confrontar alguém, confrontar um conversa sem que ela seja chata e tediosa, e as vezes confrontar uma mulher.

Outro dia briguei com Deus, mandei ele para aquele lugar, e você leitor deve tá fazendo a minha reserva para o inferno, mas o motivo desta entre todas as minhas brigas com ele é por um simples motivo, mulher!

Ele nunca me apresentou uma única mulher que prestasse, que fosse linda como eu queria.

E quem conhece o CARA sabe que ele manda resposta, ás vezes né, mas o fato é que o danado não me mandou um sonho, e ai puxou minha orelha.

Vamos a lista:

Fabiana, loira e menina, cruzes que feia, mais tarde, uma gostosa de tirar o homem do chão,

Perdi.

Daiane, primeira, nossa que loucura, não me dava atenção, achava que eu era o cão, outro dia ela me olhou e pensou, que pão (ah tá, ela pensou mesmo que gostoso).Bem feito, perdeu.

Ci..., primeiro amor, batia até em mim, corria dela como o cão da cruz, tremia tanto, sentia o coração parar. Perdia o a(r) só de tá do lado dela, e que olhos, e que boca, e que corpo,

Mentira!!!

Fui logo colocando ela no pedestal, nem sonho erótico eu tinha com ela, veja só, o ultimo pedaço do meu coração, mas se sabe com é, só sabe que perdeu, quando perdeu e eu perdi.

Oh, ia me esquecendo do meu primeiro beijo, Fernanda de Americana, gente eu só tinha onze anos. Beijei ela e outras meninas, quase cai em um poço no meio do sitio. (por favor fale um palavrão). Peguei ela com o primo dela no maior amasso.

Cê sabe que quando nois tá amando não vê mais ninguém, né? Mentira.

Claudia, nariz arrebitado, princesa, meu que gata, e eu tinha maior medo do namorado dela, e eu não sei se ela ia querer ficar comigo, nem dava bola pra mim, mas também se desse, ai dar merda, eu não ia falar com ela.

Daí fui para a escola técnica e lá tava a riquinha Alexandra. GG – Gata e Gostosa e que gostosa, mas eu achava que ela tava afim do meu amigo. – Colega.

E lá no Bento, tinha a Letícia, a catatau, brava, gostosinha e meu que gata. Eu tava no maior papo com um amigo e disse que ela era maior gata e quando virei para trás, quem tava atrás de mim, outra menina que eu nem lembro nome. Eu achei que ia apanhar, ela ficou brava, não sei porquê.

Ai tinha a Paula, a cara da Ci. Que medo.

Ai tinha a Márcia na minha vizinhança. Outro dia eu a vi, que mulherão.

Ai tinha a Ju, a Eliana, e outra menina, mas ninguém se comparava a Carla.

Carla era uma branca de cabelos pretos e aos dezesseis anos tinha um corpo, um corpo, e que corpo, mas eu nunca vi nela a mulher que eu quisesse, mas se sabe como o destino é, alguns anos depois encontrei ela no mercado aqui na cidade... Você já se arrependeu de algo, e quis se matar? Desculpa ai, se você for mulher ou mais religioso, mas meu quando eu vi a Carla, alias, ela me viu e me chamou, maldade dela né, tipo assim, “quando eu era mais nova se nem me via, agora que eu to gostosa, toma bundão”.

Ela tava num short curto acompanhado com a mãe o filho pequeno dela. Que delicia, fiquei no maior tesão e toda vez que eu lembro dela eu vejo ela com aquele short e na maior vontade de ...

Bom, mas antes disso tinha a Shirley, desculpa ai se não for assim que se escreve Shi, acredita que ela fez uma pesquisa comigo, perguntou se eu tinha sido catequista, se eu fui criado na igreja e etc. e quando eu disse que sim, ela disse: “E por isso que chato.” E amiga dela disse: “ E por isso que você nunca vai ter ela, você é muito certinho.”

...orra meu, eu fui criado no modelo que o certo é o correto, agora eu sou certo e ela acha que eu deveria ser errado, tá louco viu.

Beleza, vida que segue.

Ai encontrei Mariana, trabalha num banco... um anjo,..., vontade de até casa..., mas se sabe como é, não era para meu bico.

Eu disse anjo, desculpe, não era não, foi lá no cine onde eu trabalho só pra mostrar o namorado dela. Que dizer eu acho, cinema é publico.

Ai do cinema, eu digo a Rebeca, pecado, pecado, pecado.

Não que ela cometesse algo errado.

É por isso que eu digo que Deus nunca me deu uma destas pra mim. Oh maior gata, ele deu pra outro.

Só que eu tenho um lance, eu conhece uma gata e sei que ela não é pra mim e desejo que ela seja feliz no braços de outro, e o que acontece, eu digo: “ Anjo (anjo da guarda) arranja um cara para ela.” - e advinha o que acontece? Eles arranjam.

E pra mim?

Nada.

Fala serio.

Bom eu acho que minha lista termina aqui, alguns nomes não posso dizer por que eu não lembro.

Mas só tem uma coisa pra eu terminar, ELE nunca me deu uma amor pra mim.

Mas só não brigo com ele, porque eu nunca pedi estas garotas em namoro, ou pra sair, e por isso, é só por isso, eu tenho meia culpa. Só meia, porque talvez eu tivesse tido a atitude de chegar nelas e ver no que ia dar, talvez eu teria ficado com alguma delas ou com outra que eu conheceria no caminho.

Mas bem que ele podia ter dado uma força né. Por que o outro deu, ele deu, empurrou um monte de bagulho (não físico) pra mim.

Ah, eu sou acido mesmo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O tonto

Anjos.

O tonto.

Nota: Eu escrevo baseado em minha realidade, tome sua opinião como quiser. Escrevi esse conto ouvindo Pulsos da Pitty.

Dizem que aquela garota com seios grandes, quando ainda no céu entrou na fila do peito duas ou mais vezes, que aquele cara grosso entrou na fila da casco de cavalo algumas vezes ou não entrou na fila da humildade ou do amor, dizem que se uma pessoa entra na fila varias vezes ganha mais talentos, dons e etc. que outras coisas.

E também dizem que os engenheiros do céus não erram, mas as vezes eles errar e erram feio. E foi o que fizeram com Jose de Luziânia, Luziânia era o nome da cidade onde José iria nascer, é claro que ele teria outro nome dado pelos pais, mas pelos engenheiros do céu, ele era o José de Luziânia.

O erro que eles, os engenheiros do céus, cometeram com o José e dar ele uma força capaz de levantar um caminhão apenas com uma das mãos. Os engenheiros do céus sabiam que qualquer pessoa com força de vontade poderia levantar um tanque com uma das mãos, mas eles sempre davam a estas pessoas uma coisa chamada duvida em si mesmo, porque você pode me perguntar, para que os homens e mulheres não pudessem entrar em guerra ou achar que poderia viver sozinhos e por fim a espécie humana. Que tem fé em Deus e em si mesmo não depende de mais nada e de ninguém para nada.

Mas a força de José quando ele nascesse seria simplesmente sobre-humana e mesmo com um pouco de duvida ou muita na sua fé em Deus, ele ainda seria o homem mais forte da terra.

Então depois de um conselho duríssimo, ele foi algumas vezes para a fila do coração, é aqui estamos falando de amor, compaixão, afeto e outras coisas.

Os engenheiros também sabiam que seus filhos, os do José, se nascessem, eles seriam forte como o pai e seria mais difícil controlá-los, eis então que José nasceu com o espírito solitário ao seu lado.

Mas se o leitor me permite, provavelmente você nunca foi pro espaço, não? Saberia como se sentiria ao pilotar uma nave, saberia como vestir aquela roupa, saberia como viver aquela vida? Eu bem acredito que não, e para gerações futuras, vocês se colocariam na vida de uma barata e saberia como ela seria se você colocasse alguns dons ou talentos nela? Não.

E que eu saiba esses engenheiros dos céus não entende nada de vida humana, nada mesmo, fazem leis e regras baseadas naquilo que eles acham, e ora pois, a sua vida leitor é tão fácil como acredita o seu engenheiro do céu?

Roberto nasceu num domingo, sua mãe e seu pai, ficaram contentes, e ele recebeu o sobrenome de Dos Santos, então José de Luziânia, passou ser chamado aqui na terra de Roberto dos Santos, e ele não nasceu em Luziânia, mas sim em Uberaba, motivo? O seus pais decidiram mudar para lá faltando duas semanas para o menino nascer.

Com sérios problemas respiratórios, seu pai logo acreditou que seu filho estava fadado ao fracasso, seria mais um peão na família, teria que lutar muito para viver, mas sua mãe achava que o importante mesmo era que ele fosse feliz.

Mas Betão nasceu magro e todos acharam que ele não passaria do primeiro mês, mas com a teimosia que ele ganho no céus, Betão chegou ao cinco anos, como uma criança qualquer.

E então começou o espírito da solidão a tocar nele, porque foi nessa idade que aos cinco anos, o menino levantou um portão sozinho, coisa que dois ou três homens não conseguiam.

Os engenheiros perdidos atrás dele, logo que souberam, onde ele estava, persuadiram seus pais através de seus contatos que o menino nunca mais ia poder fazer aquilo, que aquilo era perigoso, e então os pais começaram a dizer para o filho que ele era muito fraco e que ele não poderia praticar esporte.

E na mente, cérebro humano, foi imposta uma lei, que ao meu ver uma das mais importantes para sobrevivência da espécie, e que o que o pai e a mão diz a uma criança é lei.

Nem preciso dizer que Betão aceitou aquilo como lei e implantou na sua cabeça.

Com o tempo e com crises de saúde Betão foi afastando-se sem saber dos demais, apesar de ser inteligente, Betão passou a ser só, nas aulas, com os amigos e sem ligar, pois ainda era um menino.

Mas meninos crescem, sempre crescem.

E foi aos doze anos que seu coração bateu pela primeira vez e na sua frente estava a menina da sua vida.

E os engenheiros sabiam que se ele a ganhasse poderiam ter problemas futuros e por isso lhe deram o kit ansiedade e medo, e para ajudar, fizeram com que a garota o humilha-se.

O estrago estava feito.

Alguns pode dizer, se fosse um cara que toma um tombo e se levanta seria um campeão, mas Betão nunca poderia ser campeão, ele tinha sim seu livre arbítrio, mas como você sabe, nascer e morrer não são escolhas suas, e se Betão caminhasse para ser campeão, ele iria morrer mais cedo do que imaginava.

Com o tempo Betão foi acreditando que ele não seria como os outros e quem deveria ajudar, que era seus pais, acreditavam na mesma coisa, inclusive seu pai acreditava que ele seria homossexual, não é um opinião preconceituosa, mas o fato de que naquela época e de que era quase ser um monstro, Betão, ficava cada vez mais preso ao seu mundo que ele construía. Um mundo o único herói era ele.

Um belo dia quando estava andando, o fraco Betão, assistiu um acidente, no qual uma mulher ficou presa de baixo de um carro, os homens correram para ajudar, mas não conseguia levantar o carro, então um deles chamou e Betão, o fraco, foi até eles, colocou a mão por baixo do carro e respirou fundo e levantou o carro quase que sozinho e os homens se olharam, foi então que eles viraram o carro e o puseram novamente no chão, aliviando a condição da mulher.

Os engenheiros logo foram ver aquilo, precisavam dar um basta naquilo e chegando ao chefe supremo, aqui você o trata como Deus, ou outros nomes, e explicaram a cagada que eles fizeram.

Deus na sua sabedoria perguntou a eles se eles sabiam como seria a vida daquela criatura na terra, e eles disseram que suponha que seria normal, então ele disse que ele iria sofreria muito, pois ninguém vive na terra com um coração como o de Beto e que logo ele ficaria louco e os engenheiros entenderam a gravidade da coisa.

Respeitando a ordem do senhor, eles abandonaram o homem a sua própria sorte, inclusive o espírito solitário foi chamado a retornar a sua solidão.

Que forja ferro, sabe que uma vez um ferro forjado nunca mais será igual aquilo que um dia foi e que para ele voltar a ser parecido, parecido não é igual, precisaria ser derretido novamente e feito novamente.

E com Beto seria diferente?

Aos seus quinze anos, solitário, considerado um alien entre seus amigos, um fracasso para seu pai e uma incógnita para seus familiares e que sempre foi humilhado, como ele poderia mudar, mudar da noite para o dia.

Ele não fora programado para aquilo?

Mas o Mestre Superior mandou ajuda, através de livros e através de pessoas, que conduziram aquele garoto de volta a sanidade mental.

Foi então que depois de algumas exibições espontâneas de força e rapidez, betão chegou aos dezoito anos, começou a trabalhar e cativava todos que trabalhavam com ele e também despertava a iria daqueles que achavam que ele era muito bonzinho.

Nessa altura Betão acreditava em Deus, mas não no seu amor para com ele e achava que tinha feito algo muito grave para ter reencarnado naquelas condições.

Sim, ele já sabia que quando precisasse sua velocidade e sua força seriam muito uteis, mas quando ele quisesse ele não teria nenhuma delas. Então para que ele servia?

Um pastor na TV disse que alguns homens vieram para servir aos outros.

Mas Betão não queria servir aos outros, queria ganhar dinheiro, mulheres, amigos, como qualquer outro.

Mas era só alguém precisar dele, que seu cérebro programado ia ajudar, e então com o tempo as pessoas começaram a questionar porque Betão não tinha mulher, se ele gostava de homem.

O tempo foi passando até que ele entrou em uma fabrica, como auxiliar de produção, para resumir.

No inicio Betão ajudava as pessoas, depois as pessoas começaram a se aproveitar dele, e então as pessoas começaram chamá-lo de TONTO, seus irmãos, seus pais, seus tios, seus amigos, entre outros, e quanto mais ele era chamado de TONTO, mais ele persuadido a ser como eles, seus amigos e foi isso que ele fez.

Saiu com uma mulher e fez amor com ela e no meio da transa começou a orar. A orar. Vocês me perguntam se ele gozou, sim ele gozou, mas apesar de ter aproveitado a noite, Betão ficou irritado com o fato de ele orar durante a transa.

E cada vez mais que ele servia aos outros e esquecia de si mesmo, Betão ficava mais irritado.

Um dia ajudou sua gerente que encontrara desmaiada e a levou até o ambulatório. Na semana seguinte a mesma coisa, e disse a ela para moderar com remédios para perder peso. Um mês depois de novo.

Mas ele era sim, não ligava, ele estava ali para ajudar.

Então um dia, ela lhe disse que ele era tão TONTO, mas tão TONTO que ele tinha que se fu...er, brigou com ele e disse que tinha que se fu..er.

Mas Betão não era de metal e sentia dor, dor no seu coração e então pediu para sair da empresa.

E perdeu todo seu direito.

Na outra empresa a mesma coisa, e na outra, na família, nos amigos, até que ele não tinha mais saída, alugou um quarto e ficou ali por dias e decidiu que nunca mais ia deixar o coração falar por ele.

Na primeira semana, um homem caiu do ônibus e Betão não se levantou e desejou que ele morresse.

Na semana seguinte alguém lhe pediu algo e Betão mandou ele tomar no ...

E assim sucessivamente ele foi negando ajuda. Mas quanto mais ele negava mais seu coração doía.

Foi então que no seu novo emprego Betão, começou a ser isolado, e as pessoas diziam que ele não era humilde e que ele era arrogante.

Se dar trela a eles Betão foi seguindo em frente.

Um dia uma moça lhe pediu ajuda para colocar um coisa no alto de uma prateleira e ele pegou.

Sua chefe viu e disse a sós com ele se era a mulher que pagava o salário dele, ele tentou dizer que só queria ajudar, então tomou uma carcada, e bem feia, e ela disse: “Betão, para de ser trouxa das pessoas, você tem trinta anos, para de ser trouxa, as pessoas riem de você.”

A mesma pessoa que ele havia ajudado na troca de um pneu furado.

A mesma pessoa que ele emprestou o Ágape – Padre Marcelo.

A mesma pessoa que ele emprestou dinheiro.

Disse que ele era um TONTO.

Não, não o coração aquele homem não ia agüentar mais.

E foi nesse dia, sozinho na cama, que ele resolveu acabar com aquela dor.

Mas... mas quem o coração como o dele que só pensa nos outros, não faz isso. Como ficaria sua mãe, sua irmã, seu amigo.

Não ele ia agüentar um pouco mais, Deus não teria dado à ele dons sem nenhuma utilização, mal sabia ele que aquilo tudo fora um engano.

Para terminar, num dia de chuva forte a chefe dele fora com sua filha até a fabrica, iria pegar uns documentos e sair e Betão tinha terminado o seu turno e seguia para sua casa.

Mas antes de sair, ela deu mais um esporro no homem, ao vê-lo varrendo o chão.

E ela disse:

“Você não aprende mesmo, né seu idiota, isto não é seu serviço.”

“Para de ajudar os outros, seu tonto.”

“Se eu te pegar ajudando mais uma vez alguém eu te mando embora.”

“imbecil.”

Ele sentou no banco do vestiário e sentiu o ar lhe faltar, ele estava cansado, cansado de ser tanto humilhado, ele que ajudava tanta gente, não tinha um dia de descanso.

Terminou seu trabalho e saiu de baixo de chuva pela rua até a pista, quando viu um carro de cabeça para baixo dentro de um córrego subindo rapidamente.

Ele correu, entrou no córrego e viu a água subir até seu peito, quanto mais ele andava até a porta, mais a água subia e então viu sua chefe presa e ao seu lado sua filha e ao vê-lo ela disse:

- Me ajude, me ajude. – disse ela temendo por si e por sua filha.

Ele lembrou-se de tudo o que tinha passado ouvindo seu coração, ouviu todas as pessoas que lhe pediram ajuda e todas as pessoas que lhe humilharam e então ele abaixou a cabeça e se virou e saiu da água, pondo a mão na cabeça.

Era o fim daquela mulher e de sua filha.

A água aumentava mais e mais, e a chefe dele que estava no banco de trás com sua filha, não podia mais fazer nada, mais nada.

E eu penso que do alto Deus chorava, pela menina mulher, pela menina criança, e pelo magoado coração do Tonto.

A mulher e a menina morreram.

Para aqueles que se acham esperto, muito esperto, uma hora a indiferença ganha, e ganha muito e aqueles que usam o coração como guia ou bussola, uma hora joga fora, e joga fora mesmo, porque querendo ou não só aquele que tem coração como o dele e o meu sabe o quanto dói você ajudar uma pessoa, sem esperar nada, e em vez de um obrigado, ouvir da pessoa que você é um bosta, um tonto. Doe demais.

E alguns acham que Deus vai julgar estes espertos. Não acreditem nisso, serão tratados iguais a todos, bons ou maus, do que adianta esperar o fim do mundo para ver quem vai para o céu ou inferno, me diga, se você que ajuda, ajuda e não tem valor algum, enquanto aquele que só anda pelos caminhos duvidosos conseguem tudo o que querem? As vezes estes só fazem atrapalhar nossas vidas e pois eu pergunto, porque aquele cara merece aquele carro, aquela casa, e eu não, será que o que eu fiz na vida passada foi tão grave assim, que nesta vida eu não mereça ser feliz? Mesmo eu ajudando todas as pessoas? Não, não ajudo para ganhar nada, mas ouvir que você é IDIOTA...

Quando submersas dentro d’água, vendo o cão a sua frente, olhando para os olhos da falecida menina, a chefe sentiu a morte lhe carregar, disseram a ela que um homem as tirou do carro, arrebentou o vidro e salvou um por uma, fez todos os procedimentos necessários para ressuscitarão das duas e quando encaminhadas para o hospital foi embora.

Recuperada do acidente, decidida a mandar para puta que pariu seu funcionário, ao chegar no serviço um mês depois, já na portaria disse ao porteiro:

- Não deixe o Betão entrar, quero falar com ele antes.

- Betão? – perguntou o porteiro.

- É. – disse ela com a grosseria de sempre. Vou mandar aquele cretino embora hoje. – disse ela saindo.

- Senhora. – disse o porteiro atrás dela.

- O que foi?

- O jornal.

Ela pegou o jornal e seguiu para a sala dela, seguiu para o RH e disse que não queria mais aquele bosta na sua equipe e então voltou para a sua sala.

Em cima de sua mesa havia dois jornais, daquele dia e o que o porteiro lhe dera.

- Imbecil, eu vou ler noticia antiga. – disse ela olhando para o jornal e jogando no lixo.

Mas sabe como são os engenheiros do céus, sempre querem ver o quanto o ser humano agüenta ser humilhado com seus erros. Ao jogar no lixo o jornal, uma das folhas se destacou e caiu no chão, ela levantou e pegou a folha e ao abrir sentiu seu coração parar.

Em uma folha inteira, a foto de Betão ao lado de um jornalista.

“Roberto dos Santos, 32 anos, o homem que salvou sua chefe e a filha dela de se afogarem, usando procedimentos conhecido por poucos, foi encontrado hoje em sua casa, alugada, enforcado. Sem deixar nenhuma carta e nenhuma explicação, o homem que salvou duas vidas, tirou a própria. Amigos e parentes disseram que ele era distante e que nunca deu motivos para acreditar que tinha depressão. A população ficou chocada com a noticia e mais casos de ajuda deste bom homem tem aparecido entre os populares do bairro, como quando ele ajudou uma moça em um acidente de carro.

Ele não deixa filhos e nem mulher.”

Naquele dia ela pediu demissão e foi para casa chorar e depois de um longo tratamento e a ajuda de sua família ela saiu da depressão.

Enquanto alguns que já lhe chamavam de idiota, mais pessoas achavam que ele era um idiota mesmo.

Dizem que Betão foi para o inferno, suicídio, e foi para o inferno, e também dizem que por diversas vezes os engenheiros tentaram persuadi-lo a sair de lá, até uma mulher santa desceu para convencê-lo, e dizem também que o próprio Deus foi até ele, em sua presença.

Mas Betão foi inteligente e fez o que nenhum jornal pode comentar, antes de se matar, arrancou seus olhos e seu coração para que nunca mais pudesse ver o amor.

Quer uma explicação para o fato de ser ter coração ele se matar? Ele era sobre-humano, e com a força que restava se pendurou na corda previamente preparada e se enforcou.

Assim não poderia nunca mais ver aqueles que lhe fizeram sofrer tanto.

Ah meus caros, não foram os humanos que fizeram ele sofrer, foi os engenheiros do céus que lhe deram um coração que não sabia não amar incondicionalmente.

E quantos Betões não existem andado por ai.

E quantos pessoas como a chefe dele não existe por ai.

E ainda acham que tolos são os que amam.

Por fim, deixa eu dizer algo que acredito, se um dia Lúcifer subir a terra e com seu rabo arrebatar metade da população mundial, ainda si agradeça, pois a humanidade terá chance de sobreviver, pois se o que a humanidade esta plantado se levantar, acredite, ele é o VACUO, O NADA, A ANTI-MATERIA, nada, nada mesmo vai sobrar.

Bom ano para todos,

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ivan,

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A viagem!!!

A viagem.

Bom continuando com minhas duvidas com a humanidade, vou contar agora um caso, que acontece muito no Brasil.

Ir para Aparecida, antiga Aparecida do Norte, já é um boa viagem, mesmo para quem não é religioso, mas ir em romaria, é muito bom.

Seu Vito o romeiro da cidade de Minas de Minas Gerais, queria comemorar o dia de Aparecida em Aparecida, então convenceu os amigos da cidade ir em romaria de três carros, ônibus, para lá.

E como é de costume geralmente o ônibus sai no sábado e volta no domingo, e como a cidade era meio longe de Aparecia, o ônibus ia sair no sexta de noite, lá pela meia noite, chegar no sábado lá pelo meio dia e sair no domingo um pouco antes do almoço.

As empresas que Seu Vito pesquisou em geral era todas quase o mesmo preço, de R$70,00 à R$100,00 por pessoa, Seu Vito achou muito caro e então conseguiu um amigo que tinha um amigo que tinha três carros, ônibus.

O amigo do amigo chamava Pedro.

E Pedro cobrou do Seu Vito R$ 40,00 por cabeça e passagem do Seu Vito saia de graça.

Os carros de Pedro tinham na sua maior parte quase vinte anos, era ônibus antigos, mas com cara de cuidados.

No dia da viagem, Pedro, precisava de três motoristas, então chamou seu irmão Hugo, o seu amigo Fernando e ele seria o terceiro.

Após ter mandado os filhos lavarem os carros, Pedro pediu que um dos meninos fosse buscar um estepe com um amigo que ia lhe emprestar apenas para viagem, caso precisasse de dois.

O menino esqueceu de pedir o estepe. E para piorar, disse ao pai que o estepe estava no carro. Ele não iria usar mesmo. Nunca usou.

Só faltava Fernando chegar, mas o tempo foi passando, foi passando, e não dava mais para enrolar, Pedro chamou então o seu filho mais velho que sabia dirigir ônibus, mas só não tinha carta.

E lá foram os três até a vila de Seu Vito pegar o povo.

Cada carro cabia 40 pessoas, ou seja, cento e vinte lugares, esperavam para entrar no ônibus, 150 pessoas.

Ao parar o carros, as pessoas foram entrando dentro do ônibus e só uma menina viu e disse ao pai.

- Pai esse pneu tá careca.

- Fica quieta menina, vamos. – disse o pai entrando no ônibus.

O padre olhou para o pneu e benzeu o mesmo e entrou no ônibus mais conservado da linha. Que não era o pneu careca.

Assim que o ônibus encheu apareceu o delegado com a policia, e a viagem já era.

A porta do ônibus abriu e o delegado entrou no ônibus e disse:

- Seu Vitão, achei que o sinhô ia embora sem mim. – disse ele sentando no banco da frente.

- Que nada sô, eu tava agorinha mesmo falando pô Pedro passa lá na casa do Ocê.

E o ônibus tocou para Aparecida.

A viagem foi boa, pararam nos lugares de sempre e seguiram viagem, passaram por postos da policia e seguiram viagem e ninguém os incomodou.

Todos dormiam, até que de repente alguém gritou.

Era um bebê, chorando.

Os três carros andaram por mais de onze horas, com paradas e tudo e então fizeram a ultima parada, ali naquele posto da Dutra que todo mundo para antes de chegar em Aparecia.

Mas ali tinha um carro da Policia Rodoviária Militar.

E o primeiro a descer foi o delegado que seguiu a cumprimentar os homens da policia, disse que era delegado de Minas, aquela cidade de Minas Gerais, daquele presidente famoso, então o povo desceu e demoraram um hora e entraram no ônibus de novo e seguiram viagem até chegar em Aparecida.

Mais foi um festa linda, aquele povo todo comemorando o dia de Nossa Mãe.

Os povo todo cantando, rezando e comprando.

O fio de seu Pedro o dono dos carros não aproveitou nada, deitou dentro do bagageiro do carro e com uns tampão no ouvido dormiu, já seu Hugo andou, andou, andou, tinha a noite todinha para dormir. Ah e seu Pedro foi conversar com outros motoristas autônomos para ver carros a venda. Ônibus.

Quando chegou de noitinha, lá pela tantas, o povo começou a entrar dentro carro e foram se apertando aqui, ali, pelas compras e por fim tinha gente no bagageiro com os motoristas e no corredor e tudo que era espaço.

E ocês já durmiram num ônibus?

Lá pelas quatro o povo começou a acordar e era um tal de fuzuê e o povo falando e o povo comendo e indo para a Igreja para a missa das cinco e criança chorando e o motorista Hugo, quem disse que ele dormiu?

E era domingo e mais e mais carro chegando e mais barulho.

E foi então que ele se arrependeu de não ter dormido.

O Seu Vito homem bão, a pedido das muié resolveu ficar mais meia hora, e na hora marcada a metade do povo não tinha aparecido ainda e já eram onze horas.

Me diga se eles gastaram doze para chega e eles saíssem no meio dia, que horas eles iam chegar lá em Minas?

Pois bem saíram era uma hora da tarde.

E tudo de buxo cheio.

E toca os três ônibus pegar engarrafamento na Dutra e outras coisas mais.

Seu Vito disse, por causa do atraso eles só iam para quando chegassem na divisa de Minas com São Paulo, quase três horas de viagem.

E foi duro agüentar aquela muierada reclamando, mas quando o ônibus parou todas elas desceram e foram se aliviar.

Mas antes Seu Vito disse:

- Depois daqui, só em Perdeneiras, mais três horas de viagem.

Demoraram meia hora.

E toca os ônibus saírem e seguirem viagem.

Quando era umas oito da noite, São Pedro derrubou o mar na terra, mas era água por demais, Meu Deus, tinha tanta água que dava pra encher o deserto.

Um dos carros, farol pagou, ficou caolho, só o da esquerda funcionava, no outro só um para brisa funcionou, o do motorista, e no outro algum fio de uma égua empesteou o ônibus com um fedô vindo do banheiro que Deus me livre.

Mais os três guerreiros seguiam firme e forte.

Então eles pararam no posto em Perdeneiras e o povo todinho desceu e foi para o banheiro, inclusive o do carro do fedô.

O frentista do posto chegou para os motoristas e disse:

- Rapazes, passou um moça aqui e disse que pra frente tá tudo escuro, liso e os barranco tão caindo tudo, porque ocês num espera a chuva miorá um cadinho pôceis seguir em frente.

O povo dentro do ônibus e seguiram direito para a cidade de Minas, porque muita gente ia trabalhar no dia seguinte, uma segunda.

Mais uma hora de viagem, e Hugo já tava dirigindo no automático, o filho do seu Pedro tava dirigindo pregando os oios e único vivo era Seu Pedro, o do pneu careca.

Oiá como as coisas acontece, Hugo o do primeiro carro começou a fazer uma curva mais fechada para direita, reduzindo o máximo do carro, mas o farol do carro dele tava apagado, foi então que ele quase subiu no acostamento, ele puxou pelo freio e pelo volante e conseguiu segurar o carro.

O fio do seu Pedro, quase dormindo viu aquele carrão crescer na sua frente, meteu o pé no freio e segurou o carro torcendo o volante para tirar da traseira do da frente.

Seu Pedro quando viu a viola em caco na frente meteu o pé no freio com força.

Vamos as perguntas idiotas:

- Você dirigi?

- Há quanto tempo?

- O que acontece quando você freia sobre a água e com o pneu careca?

O ônibus do Seu Pedro bateu atrás do ônibus do fio do Seu Pedro e que empurrou o ônibus do Hugo ribanceira abaixo, junto com os dois carros de trás.

Conclusão, 156 passageiros, sendo 35 crianças, e 121 adultos, os três ônibus rolaram como uma bola e pararam no fundo da ribanceira de cinco metros.

Foram 40 caixões, trinta pessoas estado grave, quarenta e cinco em com braços ou pernas quebradas, 25 com escoriações por todo corpo e 15 corpos desaparecidos pela enxurrada da chuva ou soterrados de baixo do ônibus.

A impressa disse: Culpa dos motoristas e do dono do ônibus.

E o povo, leia parentes, caiu na família do dono do ônibus, um dos soterrados e morto.

A igreja defendeu o padre benzedor. Morto.

A policia iria abrir um inquérito para saber das responsabilidades do delegado que estava viajando em um ônibus clandestino e sem condições ideais para a viagem.

E por fim os próprios passageiros que restaram disseram tudinho o que relatei aqui.

Então agora eu pergunto a você caro leitor:

“De quem é a culpa do feridos e dos mortos?”

“Se você vê uma placa escrita, não toque, perigo alta tensão, você toca?”

“Se você vê uma garrafa de veneno poderosíssimos, com uma caveira na frente escrito veneno poderosíssimo, você bebe?”

E poderia perguntar mais e mais coisas, mas vamos a grande questão:

Desculpe.

“...orra meu! Se você não comete suicídio com estas coisas acima, como você pode ser omisso com o transporte com qual você anda, com a sua vida, com o local onde você trabalha, como você dirigi, eu não posso compreender acidentes estúpidos que eu vejo na TV, onde só o causador do acidente é responsável, sendo que a vitima poderia ter evitado aquele acidente se ela estivesse mais atenta. ...orra meu! Aquele restaurante, Filé Carioca que explodiu na quinta-feira, dia 13 de outubro de 2011, todos são responsáveis, ouvir um cara dizer que era normal sentir o cheiro de gás, os funcionários, eu se fosse Juiz metia um processo em cada um que disse que sentiu o cheiro de gás e não fez nada por omissão e por co-autoria pela explosão. Ninguém iria para a cadeia, mas todo mundo ia pagar um serviço ah isso ia.

Meu , eu sou o chato da minha empresa, eu vejo, observo o máximo de coisa possível, e falo, falo tudo que tá errado, e aqui não estou falando de funcionários que não fazer algo ou fazem algo errado, estou falando de coisas que podem machucar alguém, ou a mim mesmo.

Eu vejo os cara passarem por algo errado e não fazerem nada, deixa pro otário da vez, que pode ser ele.

Meu acorda, hoje tudo o que alguém faz te afeta, desde um pancadinha de nada no transito até um botijão vazando vai te afetar, porque aquele carro vai parar o transito e aquele botijão explodir vai fechar varias quadras e também vai afetar o transito.”

O único ileso no acidente foi o bebê. Que foi o único inocente nesta historia.

Pense muito nisso.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Os Justiceiros da Rua Aquino de Freitas

Os justiceiros I

O ronco do motor do Omega, dava conta do quanto irresponsável era o condutor, ele segurava o carro na marcha nas esquinas, esticava nas retas. Era um quarta, quase oito horas da manhã.

Damião, apenas de calça com duas latas de cerveja do lado estava atrasado, olhava no relógio do espelho retrovisor e com uma das mãos segurava a manete de marcha e a outra o volante, seus pés saltavam entre a embreagem e o acelerador, ele reduzia a marcha violentamente, jogando de quarta para segunda forçando todo motor 2.4 segurar aquela barca (Omega), depois saltava a marcha entre a terceira e quarta e seguia rápido pela reta, nitidamente transtornado ele seguia pelas ruas do bairro como um louco.

Ele pisou na embreagem, jogou de quinta para segunda, soltou a embreagem e segurou o carro um pouco no freio, torceu volante e entrou à direita na Rua Aquino de Freitas, soltou o freio e pisou novamente na embreagem e começou a acelerar e trocar as marchas, havia muitos carros estacionados na rua, e o velocímetro dele atingiu a marca de 100 km/h, ele olhou para trás e sorriu, mas quando olhou para frente sentiu a pancada, a criança que deveria estar na escola, que atravessava a rua foi atingida pelo carro a 100 km/h, foi levantada pelo menos cinco metros antes de cair em cima de um carro estacionado e depois cair no chão.

Damião assustado não parou e quando atravessava outra esquina, desviou de um caminhão, pisou no freio e girou o volante e só não bateu no posto por pouco.

Vizinhos que estavam na rua e viram o rapaz atropelar irresponsavelmente o garoto correram até o carro tiraram Damião sem camisa para fora e começaram a bater nele. Damião tentava em vão voltar para o carro que tinha insulfilm, mas as pancadas na cabeça dele e no seu peito o apagaram.

As pessoas que estavam ali saíram correndo com a chegada da policia.

Quando os bombeiros chegaram Damião estava morto e o menino que ele atropelou estava em estado muito grave.

E as pessoas estavam chocadas, todas chocadas.

Um ano antes.

Damião era um homem trabalhador, honesto como qualquer outro cara, aproveitava bem as oportunidades e também era um cara esperto como aqueles que o mataram. Mas Damião era um cara seguro, juntara um bom dinheiro para comprar um novo carro.

Era um sábado e seu irmão ia levá-lo para comprar um Omega, preto, lindo e campeão das pistas, de camiseta regata e de short, Damião entrou no Palio vermelho do irmão, Tonho, e seguiram para uma revendedora de carro.

Quando entraram na loja, Tonho, levou ele até o Omega, mas Damião a conselho de sua mulher, (briga), queria um carro mais calmo, mas seu irmão insistia que aquilo era carro e no fim Damião foi vencido.

Ao chegar em casa, sua mulher, brava, não queria nem falar com ele e ele carinhosamente lhe deu um buque de rosas.

- Você acha que eu vou aceitar isso como desculpa?

Ele mostrou a chave do carro e disse:

- Vamos dar uma volta no possante.

- Não quero andar naquilo hoje. – disse ela preparando o almoço.

Damião pegou a mulher a força (carinhosamente) beijou sua nuca e disse:

- Vamos.

- Tô fazendo almoço.

- Deixa a sua irmã cuidar disso. – disse ele passando a mão na barriga dela.

Maria de dezessete anos olhou para irmã mais velha e disse:

- Não. – disse ela dando de papa para o baby de Damião. Uma menina linda de olhos claros.

Vanessa, 25 anos, mulher de Damião, virou-se para ele e disse:

- Hoje eu não ando naquilo e você vai cuidar dele sozinho.

Tonho, 40, entrou junto com sua nova namorada, 20, e disse:

- Vanessa tenho que te dar os parabéns, você colocou o cabresto no homem. – disse ele abrindo a geladeira.

Vanessa olhou para Damião e perguntou:

- Você não comprou o...

- Omega? . – disse Tonho rindo. Que comprou aquela maquina fui eu. – disse ele tomando uma cerveja.

- O que você comprou?

- Um lixo. – disse Tonho mexendo com o baby de Damião.

Vanessa pegou a chave das mãos de Damião, um metalúrgico de pouco mais de 30 anos.

Ele bateu na cabeça do irmão e saiu com a mulher até entrada da casa.

Era um Uno Mil branco, o carro que ele mais odiava, ele comprou um carro que não andava, palavras dele.

- Mas você disse que ele não anda nada. – disse ela abraçando ele.

- Eu ia comprar um carro mais caro, mas você queria fazer o quarto do baby.

Ela olhou para ele com lagrimas nos olhos, abraçou ele com força e o beijou na boca.

Correu até o carro, abriu a porta e sentou no banco do motorista.

- Então né, - disse ele com lagrimas nos olhos, - eu ia dar uma volta com o meu amor, mas ela disse que hoje não, que hoje não.

Ela olhou para ela.

- Idiota.

- Abre o porta malas. – disse ele.

Ela saiu do carro, abriu o porta malas e viu a cadeirinha de carro para o baby.

Ela abraçou ele de novo.

Maria saiu na porta e gritou:

- O feijão ta secando.

Vanessa olhou para ela com os olhos arregalados e Maria voltou para dentro.

- Precisamos comemorar. – disse ela olhando para ele.

- Claro! Mas tá todo mundo em casa.

Ela riu e bateu nele.

- Bobo. To falando de comprar um champagne.

- Só se for pra vocês, eu vou trabalhar hoje a noite. – disse ele olhando para ela.

Tonho que tava próximo disse:

- Pra mim tá bom e pra ele pode ser leite, bebezinho.

Vanessa ignorou rindo sarcasticamente.

- O tonto esqueceu como se trata uma mulher, ela quer andar com você. – disse Tonho.

- O Tonho, deixa que com ele eu me entendo.

- Você não se entende com ele, você manda nele.

Damião olhou para ele e ele voltou para dentro.

- Ajuda eu colocar a cadeirinha? – disse ele olhando para os olhos dela.

A partir daquele dia, Damião só tomava suas cervejas, quando realmente ele não saia e quando o pai de sua mulher estava disponível, assim se o baby e ou sua mulher, que também sabia dirigir, precisa-se ele estaria disponível.

Agora ele era um home de família.

Damião quando soube que ia ser pai, fez alguns cursos de primeiros socorros e de CIPA , fazia questão de estar sempre pronto para atual eventualidade. E ficava bravo cadê vez que seu irmão bebia e dirigia, ele tinha sorte, nunca era pego e nunca batia.

Até mesmo quando Damião, Vanessa, Maria, o baby e a mãe de Damião foram para praia, Damião seguiu todas normas que conhecia de segurança, dirigir atentamente, descansar bem antes da viagem, cuidar do carro. Era um motorista exemplar, só tomou uma multa porque no dia que levou o seu filho ao medico, parou em uma zona azul e sem o papel da zona azul, recebeu uma multa.

Fora isso, o carro quase sempre ficava em casa, ele e a mulher ia sempre de ônibus da firma ou urbano.

E o quarto do baby estava quase pronto.

Um dia antes do fatídico, estava um calor infernal, Damião estava trabalhando, Vanessa também e Maria cuidava do baby enquanto a irmã não chegava.

Tonho estava no trabalho e sem namorada, era quase seis horas da noite.

Naquele dia, Vanessa havia combinado com Damião que ele deveria liberar Maria para ela ir para escola, mas durante a tarde, o chefe de Damião pediu que ele terminasse mais umas peças que precisava ir embora naquela semana, sem opções, ele ligou para Tonho que concordou em olhar a criança.

Tonho passou no mercado e comprou dois bag de cerveja e seguiu para casa do irmão, tomou duas latas.

Assim que ele chegou, Maria soltou os cachorros nele, (gritou), pegou os cadernos e saiu correndo.

Ele seguiu até o quarto do baby que estava dormindo, voltou para sala e sentou em frente a TV.

- Por isso que eu não caso, TV de merda. – disse ele olhando para um TV de 20 polegadas.

Levantou e foi até geladeira e pegou o resto de frango, que caiu no chão, pegou colocou na pia, pegou um guardanapo e limpou o chão, pegou um prato e colocou o frango em cima, seguiu para a sala ligou a TV e começou a assistir novela.

- Merda de novela.

Damião chegou era quase dez horas da noite, olhou o irmão morto (bêbado), no sofá, chamou por Vanessa e seguiu para o quarto do casou, onde pegou o sorridente e acordado baby, puxou ele para o colo e sentiu o fedo vindo da criança.

- Fez caquinha, fez? – devolveu ele no berço.

Foi até o banheiro e preparou o banho da criança, pegou algumas toalhas e voltou para pegar o baby.

Testou a água e colocou o baby sobre uma toalha, tirou a fralda dele, e limpou a caca presente com toalhas de papel úmido e depois com um pano, colocou o baby na banheira, e começou a lavar ele com cuidado.

Vanessa entrou no banheiro e com algumas pedras na mão perguntou:

- Era o lixo do seu irmão que tava olhando ele?

- Mo, não começa, eu tive que ficar na firma mais duas horas. E depois eu resolvo com ele, consegue um numero de alguma menina que possa olhar ele de vez enquanto.

- O meu filho tava todo cagado e o imprestável do seu irmão não viu?

Ele lavando o baby olhou para ela e disse:

- Vanessa.

- Eu quero ele fora de casa agora.

- Como, ele tomou duas bag de cerveja, duas, como você quer que eu acorde ele? – disse ele em tom serio.

- Se acontece-se alguma coisa com ele – apontou para o baby e disse – você ia ver só.

- Por que você não para de trabalhar então?

Ela passou o sabonete liquido para ele e disse:

- Sabia que você ia dizer isto.

- Vanessa, eu te amo, amo muito você e o baby, amo demais, e quero que você trabalhe se você quiser, concordamos que sua irmã viesse morar aqui, para ela estudar etc., mas se cada vez que você chegar brigando comigo por causa disso daquilo, não dá né.

- Eu ainda não estou brigando, estou pedindo, eu não quero que seu irmão olhe mais meu filho.

Damião respirou bem fundo e disse:

- Então tá, termine de dar banho no seu filho.

Levantou-se e saiu.

Ela deixou a bolsa do lado e ajoelhou-se e terminou de dar banho no filho.

Damião foi até o quarto, olhou para fralda em cima da cama e o talco, pegou os dois e triste, secou as lagrimas dos olhos e seguiu para o banheiro.

Vanessa estava chorando.

- Seu pai é um monstro.

- Toma Fiona. – disse ele entregando a tolha para ela, enquanto ela tirava o baby da banheira.

Não seria aquela noite que eles iam se desculpar, não importava que em estava certo ou errado, era quem não ia ceder.

Quando todos foram dormir, Damião deitou ao lado do berço, enquanto sua mulher estava sozinha na cama.

Tonho, bêbado, roncava alto deitado no tapete da sala.

Era de madrugada, Vanessa levantou e viu Damião deitado ao lado do berço, deitado no chão, segurando o berço, enquanto o baby estava acordado.

Ela pegou um uma manta e cobriu o marido, pegou o baby e levou ele até a cadeira, ninou ele e ele voltou ao dormir, deitou na cama e dormiu.

Vanessa acordou as seis horas como de costume, levantou e primeira coisa foi ver seu baby, olhou para o marido no chão, foi para o banheiro tomou banho, acordou Maria, tomou café, pegou o baby no colo e deu para a sonolenta Maria cuidar. Então saiu para pegar ônibus como sempre fazia.

As sete, Damião levantou e olhou para o berço, foi até a cozinha e viu Maria, dando mamadeira para o baby.

* 07:00 hrs.

- Bom dia. – disse ele beijando o baby.

- Bom dia. – disse ela dando mamadeira para o baby.

- Cadê a Vanessa?

- Foi trabalhar. – disse ela olhando para o baby.

Ele sentou na cadeira em frente a mesa e tomou o café.

- Se você quiser pode sair a tarde. – disse ele olhando para o baby.

- E deixar o Tonho cuidar dele?

Damião ficou quieto.

- Falar nisso. Cadê ele?

Ela olhou para a sala e Damião foi até a sala, onde encontrou o morto (bêbado) do irmão deitado no chão, de camisa aberta e nitidamente embriagado.

- Tonho acorda.

Nada.

- Tonho acorda.

* 07:05 Hrs.

Damião ficou irritado e voltou para a cozinha, pegou um copo de água e voltou para a sala, onde jogou a água na cara do irmão que acordou assustado e com enxaqueca.

- Oh! – disse ele abrindo os braços.

- Oh o cacete. – gritou Damião.

- Fala baixo. – disse ele colocando as mãos no ouvido.

- Fala baixo, fala baixo? – disse Damião dando uns tapas na cabeça do irmão. A Vanessa ta fula da vida comigo pro sua causa.

Tonho com algum esforço sentou no sofá.

- Ah. – disse ele deitando no sofá para dormir de novo.

*07:10 hrs.

Damião foi para a cozinha, onde viu o baby sozinho com um chaveiro na mão.

- Maria. – disse ele pegando a chave na mão do baby.

A campainha tocou e Damião chamou por Maria de novo, que estava no banheiro.

- Que foi? – disse ela com uma escova de dente na mão.

A campainha tocou novamente e ele pegou o baby no colo e seguiu para a porta.

Ao abrir a porta, era a vizinha.

- Bom dia vizinha. – disse ele.

Uma senhora velinha disse:

- Ontem seu irmão derrubou a minha lata de lixo quando chegou bêbado aqui.

Damião respirou fundo.

- Depois eu arrumo, vizinha, depois, com licença. – disse ele entrando.

*07:15

Damião colocou o baby na cadeira do bebe e olhou para Maria e disse:

- Vou tomar banho, olhe ele.

Maria abriu um sorriso amarelo para o cunhado enquanto arrumava a cozinha. O calor era infernal.

Damião entrou no banheiro, enquanto seu irmão dormia e Maria cuidava da louça.

Ao lado do baby estava alguns pequenos objetos, como brinco, argola de chaveiro, tampa de caneta, etc.

O baby esticava o braço tentando pegar algo em cima da mesa.

*07:20

Na avenida que cercava o bairro e que ligava todos bairros da região até o centro era entupindo de carro normalmente, mas com aquele calor, estava pior e em um trajeto que num dia normal, levaria uma hora, até o centro, naquela quarta levaria uma hora e meia, e o atraso dos ônibus e dos carros de emergência, já era visível.

*07:30

Damião saiu do banho vestindo apenas um short, secou o cabelo e seguiu até o quarto, onde colocaria uma camisa, levaria o baby para sua mãe, mas antes tinha que acordar o estúpido do irmão que estava bêbado no sofá.

Passou pela cozinha, viu o baby e Maria ao celular.

- Maria?

Maria tampou a boca do celular e disse:

- É o João.

- Não quero você falando com ele. – disse Damião.

Ela fez careta e ele seguiu para a sala.

- Acorda, acorda. – disse Damião abrindo a cortinha.

Tonho tampou a vista com as mãos e balbuciou algo ilegível, Damião derrubou ele do sofá.

- Acorda.

*07:35

Maria saiu da cozinha e chegou até a sala com o celular na mão, pegou uma caneta e rindo começou a anotar algo em um pedaço de papel.

Damião olhou para ela e ela nem olhou para ele.

- Maria, cadê o baby?

Maria olhou para ele e disse:

- Você mandou esse lixo olhar ele e ele ficou a noite toda bêbado e não olhou seu filho e eu porque to aqui um minuto, você já vem me irritar.

Damião olhou para Tonho e deu um tapa na cabeça do irmão.

- Maria, vai olhar ele, eu to saindo daqui a pouco.

Maria acabou de anotar no papel e seguiu para cozinha.

*07:40

Na avenida um carro bateu na traseira de um ônibus, nada grave, mas o suficiente para parar mais o transito ainda.

*07:45

Damião tentava ter uma conversa com o irmão quando ouviu um grito da cozinha.

Ao chegar na cozinha ele viu o baby caído de lado na cadeirinha e com a boca roxa e os olhos fechados.

- O que aconteceu?

Maria não disse nada.

- Baby olho pro papai. – disse ele agitado.

Nada.

- Baby.

Nada.

- O que aconteceu? Maria o que aconteceu?

Maria começou a chorar.

Damião respirou fundo e olhou para o filho.

- Me da o espelho. – disse ele tirando o filho da cadeira e colocando em cima da mesa.

Ele olhou para Maria e deu um sacode nela.

- Um espelho.

Maria correu e pegou um espelho pequeno na bolsa.

Ele colocou o espelho abaixo do nariz do menino e então soube que seu filho, sonho de sua vida estava sem respirar.

- O que aconteceu?

- Não sei. – disse Maria aos prantos.

- Liga pra o Samu. – disse ele abrindo a boca do filho.

Maria ficou parada.

- Anda. – berrou ele.

Maria gritando e chorando pegou o celular olhou para o cunhado, olhou para o celular e com medo e chorando perguntou:

- Qual o numero?

Ele olhou para ela, tomou o celular da mão dela e disse:

- Dos caras que te fode se sabe o numero, mas de quem vai te salvar não, não é?

Ela sentou na mesa e caiu em prantos.

*07:55

“Samu”

- Oi meu filho esta a cinco minutos sem respirar....

“Calma senhor, qual é seu nome?”

- Damião. Me ajuda. – disse ele chorando.

Maria sentou no chão em lagrimas.

“Damião, quantos anos seu filho tem?”

- Um ano... – limpou a voz – Um ano e meio.

“Ele engoliu algo?”

Damião lembrou-se da massagem em crianças pequenas e gritou:

- Vem aqui Maria. Anda.

Maria levantou pegou o celular e chorando disse:

- Ele tá tentando fazer massagem nele.

“Ele engoliu algo?”

Maria procurou sobre a mesa e deu falta do seu brinco.

- Acho que foi meu...meu brinco.

Damião olhou para ela e lembrou das vezes que disse a ela para não deixar nada perto do filho.

“Qual seu endereço?”

Maria olhou para Damião e ele pegou o celular.

- Oi, cadê a ambulância?

“Seu Damião, qual o endereço?”

Ele disse e então veio a resposta.

“Seu Damião todas as nossas viaturas estão ocupadas por enquanto, mas estamos mandando uma viatura da PM.”

Damião perdeu os sentidos por alguns segundos e viu o filho morto em cima da mesa, viu o sonho acabar ali, parecia que nada mais era real.

Foi quando Maria gritou que ele acordou.

Ele soltou o celular no chão, pegou a chave do Uno, pegou o filho e correu para o carro.

Quando saiu na rua, viu o Omega bloqueando o Uno, colocou o filho sobre o capo do Uno e correu dentro de casa, correu até o irmão e o virou tentando achar a chave, no maior desespero, foi então que ele viu a chave no mesa da TV, pegou e saiu correndo para o carro, abriu a porta do passageiro, voltou pegou o filho, colocou no chão em frente ao banco do passageiro, fechou a porta, entrou no lado do motorista e saiu em desespero, até a avenida, mas quando chegou na rua que dava acesso a avenida, uma fila de carro impedia a sua passagem.

- Vou pelo bairro. – disse ele.

Ele atravessou a rua espremendo o carro e seguiu em frente.

O ronco do motor do Omega, não falava mais alto que o coração de um pai perdendo o seu filho.

O ronco do motor do Omega 2.4 não era mais preciso que as lagrimas que escorriam pelo rosto de Damião.

O ronco do motor era a busca de uma liberdade muito tempo perdida.

As trocas de marcha era quase que imperceptível, pois quanto mais ele corria, mais ele se desligava do mundo a sua volta, existia só uma razão para aquilo tudo, e era o baby.

Ele pisou na embreagem, jogou de quinta para segunda, soltou a embreagem e segurou o carro um pouco no freio, torceu volante e entrou à direita na Rua Aquino de Freitas, soltou o freio e pisou novamente na embreagem e começou a acelerar e trocar as marchas, havia muitos carros estacionados na rua, e o velocímetro dele atingiu a marca de 100 km/h, ele olhou para o filho, e sorriu, sorriu para o menino mais lindo do mundo, sorriu para o seu amor, o seu presente divino, o seu anjo, mas quando olhou para frente sentiu a pancada, a criança que deveria estar na escola, que atravessava a rua foi atingida pelo carro a 100 km/h, foi levantada pelo menos cinco metros antes de cair em cima de um carro estacionado e depois cair no chão.

Então Damião apagou, não existia mais controle sobre nada, estava desligado, estava inerte, quando atravessava outra esquina, bateu de raspão, o carro rodou e por pouco não bateu em um poste.

A anos que Nezinho dizia que se alguém atropela-se uma criança ali, iria morrer.

Incitados pela crueldade da batida, os homens correram para o carro, arrancaram Damião do carro.

A ultima coisa que ele viu foi o filho morto no carro.

Quando a policia chegou e todos saíram de perto dele, a policial militar foi ate o carro para pegar documentos, e então viu o menino sem respirar a frente do banco do passageiro.

Ela tirou o menino do carro e quando todos viram a criança sobre o capo e a policial fazendo massagem cardíaca nele.

Os Justiceiros da Rua Aquino de Freitas puseram a mão na cabeça, alguns disseram que não sabiam do menino, alguns disseram que não era motivo par ele correr no bairro.

E a mesma ambulância que ia socorrer o baby na casa, demorou meia hora para chegar e atestar que Damião estava morto e o menino também.

Nota do Jornal da Cidade.

Três mulheres enterraram hoje seus filhos, três mulheres hoje tiveram seus filhos ceifados não por vândalos, animais ou loucos, mas sim por falta de o bom senso de cuidar um dos outros.

Se Tonho não tivesse bebido, Damião não tinha brigado com a mulher, e não perderia o tempo tentando acordar o irmão e o menino não teria engolido o brinco.

Se Maria tirasse todos os objetos de perto do menino.

Se houvesse mais transporte publico de qualidade, teria menos carros e as ambulâncias chegassem mais rápido onde fosse necessárias.

Se Damião mantivesse a calma - ? - ele não teria matado um menino.

Se o menino tivesse olhado para os dois lados da rua...

Se os Justiceiros não matassem...

Se. As vezes penso, que pena que as vezes o mundo não poderia viver no SE.

Fim.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O tesouro do rei

Existia um reino com muitos vilarejos e como nos dias de hoje alguns vilarejos tinham mais dificuldades que outros mas sempre os chefes destes vilarejos diziam que seus vilarejos tinham mais dificuldades.

Cansado de tantas reclamações o rei que era sábio procurou um conselheiro e perguntou o que deveria fazer para ajudar as vilas.

Depois de muito pensar o conselheiro disse ao rei:

“Dê ao povo um terço de seu tesouro.”

“O que?”

“Sim de ao seu povo um terço do seu tesouro e depois que o fizer volte aqui.”

O rei a muito contra-gosto mandou que fosse distribuído um terço do seu tesouro para o povo e que cada um deveria receber uma parte do tesouro em moedas.

Passado um ano os chefes da vila voltaram contra o rei e começaram a reclamar que o rei era louco e que ele não deveria ter dado o tesouro para o povo mas que deveria ajudar as vilas.

Irritado o rei foi ter com conselheiro que lhe disse:

“Depois que você deu um terço do seu tesouro você voltou aqui?”

“Não”

“Agora vá e veja o que as pessoas fizeram com aquilo que você deu?”

Então o rei não teve escolha e saiu vestido como um ambulante – vendedor – indo de vila em vila vendo o que seu povo teria feito com seu tesouro.

Na primeira vila descobriu que a vila continuava igual a de anos atrás, e que cada morador fizeram o que quisera com as moedas, comprando mais coisas que poderia guardar, escravizando mais pessoas, dominando seu semelhante e expulsando antigos amigos de suas terras endividas por jogos e vícios, mulheres se prostituindo muito mais do que antigamente, homens perdendo tudo por rabos de saia, e a indiferença reinando, ninguém lhe deu abrigo, comida ou água a não ser que fosse comprada por preços altos, e o único que lhe deu abrigo foi um velho, dono de um estábulo, que lhe disse que ele deveria deixar o local pela manhã. Então ao amanhecer o rei deixou o local e seguiu para a cidade seguinte e a seguinte e a seguinte e todos os locais eram iguais, nada mudava, a não ser as coisas piores que ele via, fora até assaltado uma vez, mas os bandidos lhe deixaram as roupas, e o rei acompanhado apenas por um fiel amigo e comandante de sua guarda, implorou pela vida do amigo que tentara lhe defender.

Por fim só faltava uma vila, ao entrarem nela viram tudo do mesmo e então ele entendeu que dar o tesouro para seu povo fora uma besteira enorme.

Um carroceiro que ali passava lhes deu um bom dia e lhes ofereceu uma fruta, a mulher que comprava a fruta do carroceiro disse que não ia pagar por aquela fruta e o carroceiro disse que era para os homens, então o rei perguntou de onde vinha aquele homem e a dona do estabelecimento disse rindo que ele vinha da ultima cidade do reino, perto das montanhas e que ali ninguém se atrevia ir pois era tão longe que nem o rei mesmo sabia que ela existia.

Então o rei perguntou como era aquela cidade e eis que o homem disse que era igual aquela que ele estava. Estava decido o rei iria chamar o conselheiro e dizer que ele iria ser preso por ter gastado o tesouro do reino a toa, com pessoas tolas. Mas o seu amigo perguntou se não poderia conhecer a tal cidade.

Foram horas de viagem do lado da carroça puxada por um burro, então o rei perguntou porque o carroceiro não ia em cima da carroça como todos faziam.

“Porque deveria ir? O burro não trabalha como nós? Eu não acordo cedo par trazer as frutas para as pessoas? O burro não acorda cedo comigo para puxar a carroça, cada um faz trabalho que lhe é devido, e não seria o certo dar ao burro mais peso do que ele agüenta e nem a mim, porque se o burro ficar doente ele não poderá puxar minha carroça e se eu ficar doente não poderei vender minhas frutas, um depende do outro para viver.”

Eis que o comandante da guarda fala:

“Mas se ele ficar doente coloque outro no lugar”

“Mas é o único que confio”

O rei olhou para o amigo e ficaram em silencio.

No final do dia pararam num estábulo, o homem soltou o burro da carroça e sentaram em volta de uma fogueira, o rei tentava perguntar sobre a vila e o homem dizia mesma coisa, a vila era como qualquer uma. Dormiram e no inicio da manhã seguiram para a vila.

Depois de dois dias de viagem chegaram a uma ponte que dividia o rio, o homem soltou o burro da carroça e o primeiro a atravessar a ponte foi o burro, atentos eles viram o burro passar pela ponte e ir embora.

“Seu burro vai fugir”

O homem sentou no chão e disse:

“Sente-se e comam a noite vai ser longa”.

O rei e o comandante não entendeu nada e esperaram quase toda manhã. De longe eles ouviram um barulho de gente se aproximando, foi quando viram dois homens montados cada em um burro, atravessando a ponte.

O homem levantou e foi logo cumprimentando os irmãos.

Os homens colocaram seus burros na carroça e atravessaram a ponte e seguiram por uma estrada as vezes subindo a montanha e as vezes descendo até que chegaram numa planície e o rei pode ver um muro ao longe.

“O que é aquilo?”

“E a nossa vila”

Seguiram até a casa do vendedor de frutas, onde foram recebidos e acolhidos pela família.

“Nossa que casa linda!”

A dona da casa, mulher do vendedor disse:

“Presente do nosso rei.”

“Como assim?” perguntou o comandante.

“Nosso rei deu a cada um de seu povo uma moeda de seu tesouro...”

“Mas uma moeda não faria tudo isso sozinha” interrompeu o rei.

“Sozinha não, mas muitas sim.”

“Mas não era uma por morador?” disse o rei.

Um velho entrou na sala e disse:

“Vamos dormir amanhã teremos uma colheita grande e temos que acordar muito cedo.”

As velas foram apagadas e todos foram para cama, tanto o rei quanto o comandante que iam dormir no estábulo, foram levados para dormir na melhor cama da casa.

Quando acordou o rei procurou pelo seu amigo e foi até a dona da casa e perguntou onde esta ele, ela lhe disse que ele fora até ao campo com seu marido para colher os frutos da terra, e já fazia muito tempo que eles tinham saído. Pedindo que ela o levasse até lá, ela chamou o seu filho e disse:

“Leve o homem e a comida de seu pai”

O menino seguiu para o campo e o rei viu muitas pessoas colhendo os frutos da terra, encontrou seu comandante ajudando na colheita e perguntou porque não o acordara, e o comandante disse que o ele – o rei – deveria descansar para o retorno.

Então o rei ajudou na colheita e toda ela fora levada para um enorme deposito, onde havia mais colheitas e mais colheitas de outros lugares.

Então aquela tarde o rei foi para a vila protegida por um muro e ao entrar viu uma cidade, com uma casa de saúde, uma casa de policia onde ficava alguns soldados, uma escola, e casa do governador da vila, a ruas apesar de terra eram limpas e conservadas e no final da vila havia uma igreja.

Ficaram por semanas ali, desta vez pagando com trabalho, então o rei pedira a seu amigo e comandante que voltasse ao reino e disse que para o conselho que o rei mandara que todas vilas pagassem um tributo ao reino, um terço do que produziram por um ano e que todas vilas ficassem sabendo disto.

O comandante foi até a casa de policia, chamou o chefe da guarda da vila e lhe disse em segredo mostrando o selo real a ele e ordenou que só ele e mais um soubesse da presença mensageiro do rei ali, o mensageiro era o rei, e que se algo acontece com ele, o rei, ele seria condenado a morte, então o chefe da guarda chamou um soldado mudo e disse que deveria proteger o tal homem e que ele iria para a cidade com o amigo do mensageiro.

Dito isto, partiram para a cidade sem que ninguém soubesse.

Umas semanas depois, um mensageiro acompanhado com um soldado do rei entrava na vila com uma carta real, levando até o governador da vila, o sinos da antiga igreja foram tocados e os homens – chefes de família fora até a casa do governador saber o que estava acontecendo – todos foram encaminhados até a antiga igreja e sentaram esperando um velho frei aparecer, todos inclusive o rei, o frei entrou e leu a carta.

Alguns homens ficaram indignados e então o frei disse:

“Caso os senhores não se lembrem, Deus deu a cada um dos senhores um dom, uma vocação e todos receberam isto de graça, mas se enganam aqueles que acreditam que Deus não vai cobrar do senhores o que vocês fizeram com este dom, com esta vocação. E não é justo que o Rei não cobre dos senhores um terço do que produzem? Não justo que ele cobre dos senhores uma taxa para poder ajudar aqueles que necessite, que melhore nossas estradas, que possa ter melhores médicos? Que ele pegue um terço de cada um e faça um todos para ajudar em momentos mais difíceis?”

O ancião da vila levantou e disse:

“Quando recebemos a nossa parte, o primeiro a dizer o que deveríamos fazer com ela foi o frei, disse que sozinho íamos usar como quiséssemos e tornarmos sós e juntos seriamos unidos e construir um local melhor.”

O vendedor de frutas levantou-se e disse:

“Tenho corrido todas as vilas, e todos eles são tolos, tenho visto vilas sendo destruídas por ganância e arrogância e o tesouro do rei só os destruiu.”.

O rei levantou e disse:

“Mas quando conheci o senhor, disse-me que todas as vilas são iguais.”

Era falta muito grande um estranho falar no meio de uma reunião, ele deveria primeiro pedir licença.

O frei então disse:

“Caro vendedor de frutas, não é o tesouro que destrói as pessoas, são elas que se destroem e caro estranho, apesar de bem vindo na casa de Deus, aqui pedimos licença para falar – o rei sentou envergonhado – mas o vendedor de frutas lhe disse a verdade, todas as vilas são iguais, o que muda são as pessoas que moram nela.”

Então o governador disse:

“Amanhã pela manhã levaremos um terço de nossa colheita para o rei.”

Todos saíram e o frei foi até o estranho.

“Venha estanho, coma comigo esta manhã.”

O rei foi até uma casa humilde do frei, atrás da escola.

“É o senhor que ensina as crianças a lerem?”

“Sou eu sim, majestade.”

O rei ficou surpreso, mas o frei disse que só ele sabia e que ninguém mas saberia, explicou que ali naquela vila morava gente humilde e que eles só queriam viver em paz e conversaram por horas e o rei entendeu todos os anseios do seu povo. Então o rei pediu que o frei fosse um conselheiro seu, o frei recusou perguntando que ia comandar aquele povo, daquela vila.

Passado alguns dias a caravana da colheita estava pronta e que ia liderar aqueles burros todos era o burro do vendedor.

“Ele voltou?” perguntou o rei ao vendedor.

“Não senhor, ele nunca foi embora, mas não é justo que ele que conhece todas as estradas – que viaja por meses por elas puxando peso – trabalhe aqui também, assim quando eu estou aqui ele fica de folga por alguns dias”.

Assim que a caravana saiu, passaram pela ponte e seguiram viagem, alguns homens e umas carroças, outros homens ficaram cuidando da vila.

Depois de um dia de viagem os homens chegaram a um estábulo onde havia uma escolta de soldados do rei esperando por eles, o vendedor e os que acompanhava ficaram surpresos.

Então reconheceram o amigo do rei, o comandante.

“Então foi você que disse ao rei que tínhamos uma boa safra e ele mandou pegar o nosso trabalho, já não basta os imposto que ele cobra?”

O chefe da guarda foi até o homem para lhe calar, mas o comandante disse:

“Não, eu não disse nada ao seu rei, ele viu com os olhos dele.”

O estranho levantou-se e se mostrou e todos ficaram surpresos e disse a eles que se alguém no meio da viagem que ele era o rei, o homem seria preso.

Depois de alguns dias de viagem chegaram por fim ao reino, os homens foram levados para os melhores quartos do rei e o vendedor fora levado para o quarto real, mas o homem disse que não era de seu agrado que ver tantas coisas naquele quarto era uma humilhação e que desejava estar com seus homens, e assim o rei o fez.

O rei mandou trazer carroças novas e maiores, mandou também trazer mais burros para eles e que eles pudessem pegar as ferramentas que quisessem e o camponês que foram junto pegou o essencial para trabalhar na terra, o medico pegou o essencial para cuidar dos homens, o artesão e ferreiro o essencial para consertar as ferramentas e o vendedor pegou escritos e bíblias, e ao saírem pelo reino foram presos pela guarda real, o rei foi até eles e disse,

“Dei a vocês o direito de levar o que quisessem e me traem levando conhecimento?”

“Conhecimento?”

“Sim! Pois não estão levando uma Bíblia?”

“Prenda –me majestade, disse o vendedor se curvando.”

Reunidos por instantes, os homens perguntaram quanto era a fiança do amigo.

“Tudo isto que estão levando”

Os homens deixaram para trás tudo aquilo e seguiram viagem a pé, do lado do seu amigo.

De todas as vilas, só aquela fora que entregaram um terço aquele ano e então o rei mandara avisar todos que todo ano teriam que pagar um terço do que produzirem ao reino se não eles iam pagar uma multa ou ter suas terras ou estabelecimentos tomados.

Passado alguns anos, no mesmo dia, o vendedor estava ali com o terço de sua vila e o rei o olhava de uma janela. O conselheiro mandou que ele enviasse um mensageiro e visse com seus olhos como a vila estava indo.

Ao retornar o mensageiro disse que a via prosperava e que todos ainda o respeitavam muito e que o vendedor era um homem mais respeitado ainda e que o único que xingava o rei era o frei.

O homem mandou chamar o frei, que veio a seu encontro, ao encontrar com o conselheiro, o frei se curvou e diante do rei disse:

Agora sei por que vossa majestade é tão sabia.

O conselheiro disse aos dois o que ambos deviam fazer e então, o rei mandou todos os presentes que havia dado e tirado dos homens da vila e ao frei deu duas bíblias, uma para a igreja do frei e uma para o vendedor, e o frei deveria preparar um mosteiro para freis e missionários para que aqueles que quisesse conhecer e seguir a Palavra de Deus pudesse aprender com o frei.

Ao receber o presente, o vendedor alegrou-se novamente e agradeceu a o conselheiro que estava ao seu lado.

O engraçado que o conselheiro tentou por varias vezes entrar em varias casa, mas só naquela vila entrou em todas as casa, no dono do estábulo que o rei dormiu, no estábulo no meio do caminho e na casa do rei.

Mas só algumas pessoas podiam ver ele. E era as palavras dele que o frei dizia.

“ Como uma moeda um dom sozinho até pode levantar paredes, muros, pontes, mas um tesouro de moedas como um tesouro de dons, levanta uma nação inteira.”

sábado, 30 de julho de 2011

Cigarro

cigarro caveira

Bom gente to fazendo inglês em uma escola aki em campinas, depois eu falo sobre outras formas de falar inglês, nas duas ultimas duas semanas eu fiz um curso rápido de tratamento de imagem, então volto entrar colocar alguns trabalhos aki.

Espero que vcs gostem, se acharem que ficou muito ruim post aki, mas se for pra xingar nem perca tempo.

Bom minhas criticas venenosas vão voltar, espero que esteja tudo bem para vcs, seja um ou um milhão.

sábado, 16 de abril de 2011

O bem está perdendo

O bem está perdendo,

Sim, o bem esta perdendo,

E sim é culpa sua.

Quando eu vejo a hipocrisia no rosto das pessoas,

Quando eu vejo a hipocrisia nas palavras de suas bocas,

Quando eu vejo a hipocrisia em suas ações

Quando eu vejo a hipocrisia em suas idéias,

Eu sei que o bem esta perdendo.

Quando alguém diz que é normal o homossexualismo

E defende com unhas e dentes em suas opiniões

Que todos têm direito para fazer o quer do corpo,

E descobrem que seu filho e/ou sua filha é homossexual,

O mundo acaba

Não o meu/minha filho/filha não

Onde eu errei

O que eu fiz

Porque estou sendo castigado?

Eu não vejo preconceito, eu vejo hipocrisia

O filho do outro pode, mas o seu não.

Quando eu vejo pessoas enchendo a boca de lindas palavras

Palavras para acabar com esta poluição

Poluição ambiental

Proteger a terra

E os vejo jogando lixo no chão

Eles não são porcos

Eles são hipócritas.

Quando eu vejo homens falar sobre amantes

E enchem seus pulmões dizendo que é normal

Falando sobre como elas gostam daquilo

Vivendo o prazer do sexo fora do relacionamento

E dizem que se suas mulheres fizerem isto

Irão matá-las,

Eu não vejo passionalidade

Eu vejo hipocrisia.

Quando um monstro entra em uma escola e mata crianças

E todos o querem morto

E numa festa bebe o bar inteiro

E saem com seus carros e atropelam

Ou a lei, ou inocente

Eu não vejo um bandido, ou monstro,

Eu vejo hipocrisia.

Quando eu vejo homens públicos falando sobre a violência,

A violência que mata pessoas

E que o governo tem que mudar isto,

E vejo-os eles pedindo favores para eleger alguma lei

E vejo-os eles recebendo comissões da saúde

E vejo-os eles recebendo presentes

Presentes em espécie

E vejo-os eles dizendo que pobre tem que morrer,

Eu não vejo um corrupto

Eu vejo hipocrisia

E por isto que eu vejo

O bem morrendo

Mas o bem não pode morrer

Mas vai

Vai porque o pior dos hipócritas

É você que vê ou finge que vê ou finge que não vê

E não faz nada.

Você não é preguiçoso

Você é hipócrita.

Eu sou hipócrita

Quantas coisas fazemos de errado

Sabemos que é errado

E ainda

Fazemos porque é comum, normal, o ”certo”,

Mas é por isso que o bem está morrendo.

E perdendo.