A viagem.
Bom continuando com minhas duvidas com a humanidade, vou contar agora um caso, que acontece muito no Brasil.
Ir para Aparecida, antiga Aparecida do Norte, já é um boa viagem, mesmo para quem não é religioso, mas ir em romaria, é muito bom.
Seu Vito o romeiro da cidade de Minas de Minas Gerais, queria comemorar o dia de Aparecida em Aparecida, então convenceu os amigos da cidade ir em romaria de três carros, ônibus, para lá.
E como é de costume geralmente o ônibus sai no sábado e volta no domingo, e como a cidade era meio longe de Aparecia, o ônibus ia sair no sexta de noite, lá pela meia noite, chegar no sábado lá pelo meio dia e sair no domingo um pouco antes do almoço.
As empresas que Seu Vito pesquisou em geral era todas quase o mesmo preço, de R$70,00 à R$100,00 por pessoa, Seu Vito achou muito caro e então conseguiu um amigo que tinha um amigo que tinha três carros, ônibus.
O amigo do amigo chamava Pedro.
E Pedro cobrou do Seu Vito R$ 40,00 por cabeça e passagem do Seu Vito saia de graça.
Os carros de Pedro tinham na sua maior parte quase vinte anos, era ônibus antigos, mas com cara de cuidados.
No dia da viagem, Pedro, precisava de três motoristas, então chamou seu irmão Hugo, o seu amigo Fernando e ele seria o terceiro.
Após ter mandado os filhos lavarem os carros, Pedro pediu que um dos meninos fosse buscar um estepe com um amigo que ia lhe emprestar apenas para viagem, caso precisasse de dois.
O menino esqueceu de pedir o estepe. E para piorar, disse ao pai que o estepe estava no carro. Ele não iria usar mesmo. Nunca usou.
Só faltava Fernando chegar, mas o tempo foi passando, foi passando, e não dava mais para enrolar, Pedro chamou então o seu filho mais velho que sabia dirigir ônibus, mas só não tinha carta.
E lá foram os três até a vila de Seu Vito pegar o povo.
Cada carro cabia 40 pessoas, ou seja, cento e vinte lugares, esperavam para entrar no ônibus, 150 pessoas.
Ao parar o carros, as pessoas foram entrando dentro do ônibus e só uma menina viu e disse ao pai.
- Pai esse pneu tá careca.
- Fica quieta menina, vamos. – disse o pai entrando no ônibus.
O padre olhou para o pneu e benzeu o mesmo e entrou no ônibus mais conservado da linha. Que não era o pneu careca.
Assim que o ônibus encheu apareceu o delegado com a policia, e a viagem já era.
A porta do ônibus abriu e o delegado entrou no ônibus e disse:
- Seu Vitão, achei que o sinhô ia embora sem mim. – disse ele sentando no banco da frente.
- Que nada sô, eu tava agorinha mesmo falando pô Pedro passa lá na casa do Ocê.
E o ônibus tocou para Aparecida.
A viagem foi boa, pararam nos lugares de sempre e seguiram viagem, passaram por postos da policia e seguiram viagem e ninguém os incomodou.
Todos dormiam, até que de repente alguém gritou.
Era um bebê, chorando.
Os três carros andaram por mais de onze horas, com paradas e tudo e então fizeram a ultima parada, ali naquele posto da Dutra que todo mundo para antes de chegar em Aparecia.
Mas ali tinha um carro da Policia Rodoviária Militar.
E o primeiro a descer foi o delegado que seguiu a cumprimentar os homens da policia, disse que era delegado de Minas, aquela cidade de Minas Gerais, daquele presidente famoso, então o povo desceu e demoraram um hora e entraram no ônibus de novo e seguiram viagem até chegar em Aparecida.
Mais foi um festa linda, aquele povo todo comemorando o dia de Nossa Mãe.
Os povo todo cantando, rezando e comprando.
O fio de seu Pedro o dono dos carros não aproveitou nada, deitou dentro do bagageiro do carro e com uns tampão no ouvido dormiu, já seu Hugo andou, andou, andou, tinha a noite todinha para dormir. Ah e seu Pedro foi conversar com outros motoristas autônomos para ver carros a venda. Ônibus.
Quando chegou de noitinha, lá pela tantas, o povo começou a entrar dentro carro e foram se apertando aqui, ali, pelas compras e por fim tinha gente no bagageiro com os motoristas e no corredor e tudo que era espaço.
E ocês já durmiram num ônibus?
Lá pelas quatro o povo começou a acordar e era um tal de fuzuê e o povo falando e o povo comendo e indo para a Igreja para a missa das cinco e criança chorando e o motorista Hugo, quem disse que ele dormiu?
E era domingo e mais e mais carro chegando e mais barulho.
E foi então que ele se arrependeu de não ter dormido.
O Seu Vito homem bão, a pedido das muié resolveu ficar mais meia hora, e na hora marcada a metade do povo não tinha aparecido ainda e já eram onze horas.
Me diga se eles gastaram doze para chega e eles saíssem no meio dia, que horas eles iam chegar lá em Minas?
Pois bem saíram era uma hora da tarde.
E tudo de buxo cheio.
E toca os três ônibus pegar engarrafamento na Dutra e outras coisas mais.
Seu Vito disse, por causa do atraso eles só iam para quando chegassem na divisa de Minas com São Paulo, quase três horas de viagem.
E foi duro agüentar aquela muierada reclamando, mas quando o ônibus parou todas elas desceram e foram se aliviar.
Mas antes Seu Vito disse:
- Depois daqui, só em Perdeneiras, mais três horas de viagem.
Demoraram meia hora.
E toca os ônibus saírem e seguirem viagem.
Quando era umas oito da noite, São Pedro derrubou o mar na terra, mas era água por demais, Meu Deus, tinha tanta água que dava pra encher o deserto.
Um dos carros, farol pagou, ficou caolho, só o da esquerda funcionava, no outro só um para brisa funcionou, o do motorista, e no outro algum fio de uma égua empesteou o ônibus com um fedô vindo do banheiro que Deus me livre.
Mais os três guerreiros seguiam firme e forte.
Então eles pararam no posto em Perdeneiras e o povo todinho desceu e foi para o banheiro, inclusive o do carro do fedô.
O frentista do posto chegou para os motoristas e disse:
- Rapazes, passou um moça aqui e disse que pra frente tá tudo escuro, liso e os barranco tão caindo tudo, porque ocês num espera a chuva miorá um cadinho pôceis seguir em frente.
O povo dentro do ônibus e seguiram direito para a cidade de Minas, porque muita gente ia trabalhar no dia seguinte, uma segunda.
Mais uma hora de viagem, e Hugo já tava dirigindo no automático, o filho do seu Pedro tava dirigindo pregando os oios e único vivo era Seu Pedro, o do pneu careca.
Oiá como as coisas acontece, Hugo o do primeiro carro começou a fazer uma curva mais fechada para direita, reduzindo o máximo do carro, mas o farol do carro dele tava apagado, foi então que ele quase subiu no acostamento, ele puxou pelo freio e pelo volante e conseguiu segurar o carro.
O fio do seu Pedro, quase dormindo viu aquele carrão crescer na sua frente, meteu o pé no freio e segurou o carro torcendo o volante para tirar da traseira do da frente.
Seu Pedro quando viu a viola em caco na frente meteu o pé no freio com força.
Vamos as perguntas idiotas:
- Você dirigi?
- Há quanto tempo?
- O que acontece quando você freia sobre a água e com o pneu careca?
O ônibus do Seu Pedro bateu atrás do ônibus do fio do Seu Pedro e que empurrou o ônibus do Hugo ribanceira abaixo, junto com os dois carros de trás.
Conclusão, 156 passageiros, sendo 35 crianças, e 121 adultos, os três ônibus rolaram como uma bola e pararam no fundo da ribanceira de cinco metros.
Foram 40 caixões, trinta pessoas estado grave, quarenta e cinco em com braços ou pernas quebradas, 25 com escoriações por todo corpo e 15 corpos desaparecidos pela enxurrada da chuva ou soterrados de baixo do ônibus.
A impressa disse: Culpa dos motoristas e do dono do ônibus.
E o povo, leia parentes, caiu na família do dono do ônibus, um dos soterrados e morto.
A igreja defendeu o padre benzedor. Morto.
A policia iria abrir um inquérito para saber das responsabilidades do delegado que estava viajando em um ônibus clandestino e sem condições ideais para a viagem.
E por fim os próprios passageiros que restaram disseram tudinho o que relatei aqui.
Então agora eu pergunto a você caro leitor:
“De quem é a culpa do feridos e dos mortos?”
“Se você vê uma placa escrita, não toque, perigo alta tensão, você toca?”
“Se você vê uma garrafa de veneno poderosíssimos, com uma caveira na frente escrito veneno poderosíssimo, você bebe?”
E poderia perguntar mais e mais coisas, mas vamos a grande questão:
Desculpe.
“...orra meu! Se você não comete suicídio com estas coisas acima, como você pode ser omisso com o transporte com qual você anda, com a sua vida, com o local onde você trabalha, como você dirigi, eu não posso compreender acidentes estúpidos que eu vejo na TV, onde só o causador do acidente é responsável, sendo que a vitima poderia ter evitado aquele acidente se ela estivesse mais atenta. ...orra meu! Aquele restaurante, Filé Carioca que explodiu na quinta-feira, dia 13 de outubro de 2011, todos são responsáveis, ouvir um cara dizer que era normal sentir o cheiro de gás, os funcionários, eu se fosse Juiz metia um processo em cada um que disse que sentiu o cheiro de gás e não fez nada por omissão e por co-autoria pela explosão. Ninguém iria para a cadeia, mas todo mundo ia pagar um serviço ah isso ia.
Meu , eu sou o chato da minha empresa, eu vejo, observo o máximo de coisa possível, e falo, falo tudo que tá errado, e aqui não estou falando de funcionários que não fazer algo ou fazem algo errado, estou falando de coisas que podem machucar alguém, ou a mim mesmo.
Eu vejo os cara passarem por algo errado e não fazerem nada, deixa pro otário da vez, que pode ser ele.
Meu acorda, hoje tudo o que alguém faz te afeta, desde um pancadinha de nada no transito até um botijão vazando vai te afetar, porque aquele carro vai parar o transito e aquele botijão explodir vai fechar varias quadras e também vai afetar o transito.”
O único ileso no acidente foi o bebê. Que foi o único inocente nesta historia.
Pense muito nisso.

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