domingo, 4 de abril de 2010

Eu tenho

Eu tenho...

Eu tenho andado pelo mundo

Como Homem

Como mulher

Criança, velho, doente, sadio

Como o sol que teima em se levantar

Como eu

E às vezes me pergunto

Quando Sodoma e Gomorra

Se instalarão neste mundo?

II

Eu tenho

Visto tapas nas costas

Risos amigos

Festas enormes

Homens educados

Que ao cair do véu do seu rosto

São animais como ratos

Que traem a sua própria espécie

Em um jogo mórbido

De espertos

Indiferentes uns aos outros

Achando que são melhores

III

Eu tenho visto

Homens de igreja

Quem lê sua bíblia

Proclamam sua santa honestidade em publico

Que são modelos para seus filhos

E ao cair do véu

Comem (transam) suas vizinhas

Dormem com suas filhas (incesto/pedofilia/filha da vizinha)

E roçam ao lado de suas mulheres

Mulheres que sorriem amigas

São ótimas companhias

Andam como damas

Perfeitas mães

Parceiras fieis

Que adoram suas vizinhas

Mas que ao cair do véu

São putas piores do que as da rua

Traem seus maridos

Invejam seus filhos

Desprezam o ser humano

Envenenam os maridos

E se acham no direito de tal santidade.

IV

Tenho visto

Amores jovens

Na flor da idade

A bela inocência

Meninos e meninas de 13

Puros como uns anjos

Mas que ao entardecer (não necessariamente) do dia

São tais como os pais (copias?)

A menina que antes era doce

Agora chupa o doce do menino da escola (?)

(Menino) que igual ao seu pai

Escolhe uma (esposa) para cuidar-lhe

E outra (amante/GP/caso) para cú-lhe dar

Viciadas na dor

Dormem na rua

Infratores

(eles são o futuro na nação)

Que nação?

Em suas urgias (em suas mentes não são como os pais?)

Fazem sexo (que perdeu sua verdadeira conotação – o que é isto)

Como uma doença (não seremos vírus invasores deste planeta?)

Bebem (alguns comem) álcool (como seus carros)

Fumam cigarros (se fosse só cigarro!)

Como príncipes encantados

Promovem o caos (como se fosse normal)

São volúveis (não sabem das leis)

E quando acordam (quando acordam)

Mães, pais, vovós e uns nenéns (e têm pais?)

V

Eu tenho andado pelo mundo

Visto homens com armas nas mãos em suas guerras santas

Visto crianças nos morros

Com gorros

Sendo vigias

Sem solução estão ou não estão

(e aqui fica um parêntese - Obrigado às ONGs pela sua luta diária)

Tenho visto mães

Se organizarem tentando salvar suas crias

Chorando, berrando, batendo no peito

De quem é a culpa?

Dizem os políticos

E deles, dos traf..., bandidos

De quem é a culpa?

E da mãe que põe o filho no mundo?

De quem é a culpa?

Pergunta o povo

E dos políticos

Que só sabem roubar este povo

Sofrido, injustiçado, maltratado?

(e são todos corruptos?)

(quando questionados, não nos desculpamos e dizemos que se não for assim, não fica no poder?)

Mas no orgulho profundo

Cada qual sabe

A culpa é sua (nossa)

Que escolhe este caminho

Que escolheu esta política

Pois não sois vós (nós)

Que não faz tudo acontecer?

Não sois vós (nós)

Que temos o dever (direito?) de votar?

(sou a favor da obrigatoriedade do voto, apesar de que ainda existam alguns lugares que o voto não é secreto)

Não sois vós (nós)

Que senta a bunda no sofá

Para rir da novela das oito

Ou sou eu que deveria voltar?

VI

Tenho visto homens bons desistirem

Tenho visto mulheres que abandonam seus filhos

Tenho visto jovens sumindo (suicídio)

E tudo pra você é normal?

É normal a fome na tua casa?

É normal o frio para teus filhos?

É normal a hipocrisia no teu trabalho

Porque na casa do outro é?

Não sois vos que criam, alimentam e mantêm a guerra?

Não sois vos que criam, alimentam e despreza a fome?

Não sois vos que criam, alimentam e odeiam a injustiça?

Então se sois vós que criais o que não gostam

Que culpa tem os outros, que não somente vós?

VII

Hoje eu vos digo

Qual mundo pertenceis?

Pois logo nasce o sol negro

E vos o temerá

Pois o primeiro filho

Veio para ensinar o caminho do amor

E vos de todas as formas possíveis

O Tem blasfemado (?)

Sonhando que tem direito

De ser mais ou menos que

Ele tenha lhe deixado

Pois tu és a imagem Dele

Tu és a parte da força Dele

E tu Mulher

Foi criada para ser

A pureza, a inocência, o amor

Mas tem como o (anjo traidor)

Deixado o doente

E pela LEI

Existem dois caminhos para alcançar a Perfeição

Primeiro Filho, Amor

Ou pelo segundo

Este que andou junto ao Primeiro

Mostrando que os homens não são bons

Mas o Primeiro morreu por sua crença ao homem

O segundo

Ah, o segundo

Este veio para o segundo caminho

O da DOR

Talvez você o chame de anticristo

Talvez você o chame de mestre

Talvez você o queira nunca tenha existido

Mas ele não teve escolha

E quando seu reinado começar

Acha que ele vai ensinar o perdão?

Acha que ele vai curar?

Mas eu sei que ele tem medo

E como seria bom se fosse do Pai dele

Ele tem medo do que homem plantou no jardim da vida

E se esta semente brotar (já brotou)

O anjo traidor, os anjos, o bem como conhecemos e o mal como conhecemos

Pela primeira vez vão se unir (se não já o fizeram)

Para proteger a existência do universo

Por que esta semente é muito maior que o mal

Ela é a essência pura do nada, o vácuo, o zero absoluto.

Um buraco negro tão grande, que dissiparia qualquer energia no universo

O pior não é mal que se faz contra o bem.

O pior e a INDIFERENÇA que se tem visto contra as coisas da vida.

Esta indiferença vai ser o nosso pior inimigo.

PENSE NISSO!

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